Petulância

Situação: Cedo da manhã, eu dormindo, tendo um sonho muito agradável.

Pai: – Filho, tem um cara querendo falar contigo. Um carioca, malandro.
Eu: – Alô?
Telechato: – Seu Peterr?
Eu: – Sim...
Telechato: Seuuu Peeeterrr!!
Eu: – ...
Telechato: Pois é seu Peterr, estou aqui...
Eu: – É “webmarketing”?
Telechato: É...
Eu: – Então não quero, tchau.
Telechato: Pô, seu Peterr, não vai deixarr eu nem apresentarr o produto?
Eu: – Não, obrigado!

Desligo e caio rapidamente no sono, quando, logo depois, meu pai volta:

Pai: – É o carioca de novo!
Eu: – Alô?!
Telechato: Seu Peeterr! Não é webmarketing não! É telemarketing! Deixe-me apresentar meu maravilhoso produto...

Militância

Alguém acredita nestes "militantes" que têm por aí?
Desde quando um maloqueiro entende de política?

Bad Javali®



Hoje em dia, principalmente dentre os jovens, a moda é ser mau, malandro, bombado e agressivo. Na selva em que vivemos, é uma das artimanhas dos de pouco cérebro para se destacar. É uma maneira de aparecer e, assim, quem sabe, levar uma potranca pro abate.

Temos para este pessoal, quase sem concorrência, produtos da marca Bad Boy. Observando isto, a equipe do leiaesteblog (eu!), resolveu investir neste nicho de mercado pouco explorado e criar um concorrente à altura da Boy, a Bad Javali Inc.®

Com uma linha de produtos que vai desde camisetas apertadas até aparatos de surf (com a Bad Java Wet Suits®), passando por uma linha infantil para as criancinhas saradas (Bad Javalizito Rasteiro®)

Interessados em participar da sociedade para a abertura desta empresa, por favor, entrem em contato. Grato.

Pythagoras Switch


Aberturas de um programa infantil japonês da rede NHK. Muito legal, sendo imitado na entrada do antigo Rá-Tim-Bum da TVE e numa recente propaganda da Honda.

Antepassados

Árvore genealógica? Melhor seria "Árvore ginecológica". Tudo se resume a isto: paixão, sexo e, quem sabe, amor. Descendo de italianos, espanhóis, holandeses, negros e índios. Racismo é algo que, definitivamente, não existe na cama.

Só no Brasil

Clodovil, gay assumido, é eleito pelo Partido Trabalhista Cristão. (O PTC se chamava PRN, lembram? O partido que elegeu Collor em 1989)

Talvez a mensagem de um de seus eleitores possa esclarecer melhor as coisas:
______________

comtato

presivo ter um contato com vc. clodovil, nos adimiramos muito vc, quero ser um voluntario para porder ajudalo na sua campanha, entre nos em contato com nos

obrigado

______________

Nem vou me dar ao trabalho de falar sobre Maluf, Collor, Paulo Borges, Mano Changes, Robgol...

Já que é época de eleições

"O Japão possui uma Força de Defesa Civil, cujo único dever é certificar que a soberania japonesa continue existindo, mas não possui Exército, Marinha, nem mesmo Aeronáutica. Toda a verba que seria destinada para a compra e desenvolvimento de armamento e tecnologia militares é destinada à educação, e isso tornou o país, em pouco tempo, uma das maiores potência econômicas do mundo." fonte

Se algum dos candidatos apresentasse uma proposta parecida ganharia na hora o meu voto.

O dom e a vagabunda

É um homem apaixonado. Sempre se encanta por uma diferente, ou mesmo mais de uma, principalmente se for um dia quente de verão. Decote, saia pequenina, sabe? Coxas à mostra, adora principalmente as coxas (engraçado, do frango só come a asa). Hoje, no gelado do inverno, com a cabeça de cima no lugar (nesses dias frios parece que perdemos nossos hormônios), decidiu que não ia mais se apaixonar. Quem tudo quer nada tem, tinha lido num livro de auto-ajuda. Resolveu que iria amar.

Assanhada, era seu apelido junto às amigas mais íntimas. Em seus dezenove anos de vida (e que vida!) tinha mais experiência do que muita senhora de cinqüenta. Nada para ela era novidade. No marasmo diário sem originalidades acabou por conhecer Nélson. O Rodrigues. Aonde ia o levava embaixo do braço. Ali sim encontrava coisas diferentes. Decidiu que ia ser dama. A dama do ônibus.

Preparou o ritual de conquista, nenhuma garota lhe escaparia. No bolso uma cartinha de amor com versos de Vinícius e uma singela flor feita de guardanapo. Mas seu grande trunfo, algo que nem Don Juan havia usado, era esse: quando criança reparou que todas as mulheres, principalmente as senhoras, se derretiam quando ele tocava sua flauta doce perante a família. Ah! Seria o Flautista de Hamelin moderno. Só que em vez de ratos atrairia mulheres. Ou melhor, a mulher.

Nem tinha ido à aula hoje. Tudo teria que estar perfeito para sua nova experiência. Acordou se sentindo muito atraente e tomou um banho demoradíssimo de banheira. Após, relaxada, ungüentou todo o corpo, fez as unhas (vermelhas, a cor da conquista!) e se depilou. O traje já havia escolhido no dia anterior, não importando se faria frio ou calor: blusinha preta bem colada, saia jeans justíssima e seus tamancos mais altos. O detalhe final era o cabelo, em rabo-de-cavalo. Era a única dentre as amigas que gostava desse penteado. Talvez usasse assim para mostrar a tatuagem em seu pescoço, uma naja.

Aguardou e aguardou. Os ônibus passavam, sem nem mesmo diminuir a velocidade, pela parada onde esperava. Se não tem mulher junto esses desgraçados não param, pensou. Finalmente um motorista de melhor coração resolveu atender aos seus chamados, quase histéricos. O ônibus estava vazio, a não ser por um indivíduo de uns trinta anos, comendo mandolate, sentado na penúltima fila de bancos. Acomodou-se logo atrás, na última fileira. Ficando ao centro, para ter uma visão privilegiada. Retirou a flauta e aguardou.

Não precisou nem levantar sua delicada mão para o ônibus parar. Notou o olhar faminto do motorista ao subir as escadas. Fez uma cara de ‘que que foi seu tarado?’ para ele mas na verdade ficou muito excitada com tudo. Deu uma bela olhada para o bonito cobrador enquanto passava pela roleta mordendo os lábios. Avistou os sujeitos lá adiante e foi-se lentamente. Estava numa passarela, gostosa, olhando os dois ao mesmo tempo e decidindo quem seria o felizardo.

É ela! Essa é pra casar! Pegou o instrumento e começou a tocar a única canção que conseguia se lembrar no calor do momento: "Brilha Brilha Estrelinha". Estava funcionado, a dama se aproximava. Talvez olhasse pra ele, não tinha certeza.

Foi e parou logo à frente dos dois que estavam sentados. Não gostou de nenhum. O primeiro não havia nem ao menos virado o rosto para ela e o outro era um maluco tocando flauta. Preferiu encarar o maluco. Olharam-se por uns cinco segundos até que ele desviou os olhos, provavelmente envergonhado. Tentou travar uma mirada com o outro sujeito, mas nada. Resignada, voltou-se e partiu em direção à roleta.

Sabem, ainda não sei se foi um dia de sorte ou de azar para o nosso amigo flautista. Perdeu, mesmo sem saber, o maior prazer que teria em toda sua vida. Mas ganhou, e agora com a ajuda do instrumento de sopro, o coração de outra moça que embarcaria no final da linha. Era a cobradora, que fez o favor de substituir um colega sortudo: o tal bonito cobrador, que nasceu virado para a lua mesmo: além de sair com vocês sabem quem, largou bem antes do serviço e ainda poderia, no dia seguinte, se gabar junto ao pessoal da firma, principalmente para aquele safado do motorista!

Blog fantasma

A falta de comentários neste blog, sejam críticas, sugestões ou elogios, só me faz pensar uma coisa:

Os textos aqui apresentados não passam de medianos. Triste.

Definitivamente, meu futuro é o funcionalismo público, tendo a renda incrementada com vendas pela internet.

Amor pós-moderno

Conheci gatamanhosa37 no Chat. Foi amor à primeira teclada, nos apaixonamos profundamente logo de cara. Adorava quando ela mostrava suas exibidas fotos em poses sensuais. Eu, claro, como bom amante que sou, a retribuía: até uma foto de cuequinha bem justa ela me pediu, acreditem. Além disso, gatamanhosa37 era inteligente, sensível e desquitada. Gosto das desquitadas. Sim, talvez seja um fetiche meio louco, mas quem não os tem? Uns gostam de gordas, outros de anãs, de peludas, de sujeira... Até de "mulher" com pênis tem gente que se agrada, não tem?

“Teclamos” por uma semana e não agüentávamos mais de tanta vontade de um pelo outro. Assim, um encontro foi marcado. Sugeri à minha princesa que a gente se encontrasse na entrada de em um dos restaurantes mais chiques da cidade, o Des Couche. Como bom cavalheiro, cheguei antes, flores compradas. Estava vestido exatamente como havia descrito para ela, pois desta maneira facilitaria nosso primeiro contato real: camiseta do Batman, calça capri e meu lindo sapato bicolor.

Quinze minutos esperando na fria entrada já eram demais. Prometi para mim mesmo que só esperaria até a próxima mulher chegar, fosse ela meu amor ou não. Mais dois ansiosos minutos e lá vem alguém. Era ela? Meus olhos não conseguiam desviar de tal figura. Logo que adentrou o restaurante reparei em seus sapatos que pareciam querer imitar uma onça selvagem, com um salto tamanho quinze e unhas berrantemente vermelhas. Suas pernas eram revestidas de uma seda colorada, provavelmente para combinar com suas garras crescidas. Um cinto ouro cintilante completava o conjunto dos membros inferiores. Acima, além de sua mini-blusa verde decotada e colada ao corpo, uma echarpe rosa emplumada pendia de seu pescoço. Um sem-número de maquiagem modelava seu rosto e tinha a boca adornada com um batom cor “rubro infernal”. Plásticas eram totalmente perceptíveis num rosto puxado como couro a curtir. Seu cabelo descolorido completava o conjunto.

- Olá. Senhor gostosãododance25?
- Sim... Senhorita gatamanhosa37?
- Encantada. Oh! Grata pelas belas flores. Vamos?
- Depois da senhora...

Talvez eu seja mesmo bizarro como meus amigos dizem. Mas quem se importa? A partir daquele dia tudo para nós se tornou real, não éramos mais apenas amantes cibernéticos. Para completar, no próximo dia 25 vamos nos casar. No religioso, no civil e no virtual.

Curioso

Mução é a palavra-chave que mais traz pessoas ao leiaesteblog através dos mecanismos de busca. Porém, algumas pesquisas bem curiosas, que igualmente trouxeram pessoas ao sítio, se destacam:

  • foto da pequena eliana da musica trote da eliana
  • cds pirata preso porto alegre
  • outdoor a ferramenta certa para suas horas de lazer
  • .BANDIDO.COM
  • carrinho picolé festas porto alegre
  • fotos que brilha de bebes nos flog
  • Monumento "Unhas Negras"
  • "grandes unhas" sexo fetiche
  • sandalia+usada+fetiche
  • fetiche anas
  • fetiche comendo frango
  • Fetixe sexi inteligente de dezenho
  • anãs sensuais
  • senhoras gordas peludas
  • blog de gordas sensuais
  • bumbum de gordas de saia
  • cavalos comendo gordas
  • COMO GANHAR DINHEIRO EM CASA FABRICANDO CALÇINHAS INFANTIS
  • MULHER CAPIXABA QUERENDO SWXO
  • "mulher com pênis"
  • homem cuequinha justa
  • festa da prayboy 3
  • sexo na van

Você não odeia?

O cara liga pra Central de "Atendimento" ao Consumidor. Depois de muito esperar, é atendido por uma voz eletrônica. Dentre vários menus, finalmente consegue chegar na opção "Falar com um de nossos atendentes" (que, não por acaso, é a última a ser oferecida). Cansado, trabalhando no computador, segura o telefone só com o pescoço. Quase tendo um torcicolo, após aguardar mais um montão de tempo, é atendido e já vai contando o problema. Despeja tudo o que tinha a dizer e, para seu espanto, a primeira coisa que a atendente fala é:

- Com quem eu falo?

CACETE! O que interessa com quem ela fala? Só quero a droga do meu problema resolvido, não vou me sentir lisonjeado se me chamarem pelo nome.
Meio a contragosto responde:

- Peter...
- Ok, senhor Peter, qual o seu problema?

FALA SÉRIO! Já te disse qual é o meu problema, não vou repetir!
Resignado, atende ao pedido da moça, sabe que a pergunta faz parte da merda do "procedimento padrão". Repete tudo aquilo que já havia contado e aguarda uma resposta definitiva para suas dúvidas:

- Senhor, desculpe, qual o seu nome mesmo?

Bandido com classe

Antigamente até para ser assaltado era melhor: pelo menos o meliante se vestia decentemente, um coletinho de lã, um terninho carcomido, um sapato desgastado. Não era de todo mal perder seu dinheiro para alguém com aparência de pai de família. Mas agora, ser roubado por um mangolão de touca, óculos escuros, bigodinho, casacão do rap, calça larguíssima e tênis de basquete é humilhante.

Sexo à primeira vista

“Jesus!”, foi a única coisa que pensei assim que entramos de mãos dadas no quarto. Talvez teria sido mais adequado ter pensando “Capeta!” ou mesmo “Cão Danado!”. Não, não digo isso devido à futura relação sexual que provavelmente iríamos ter, te digo isso por causa da aparência e da atmosfera daquele fétido local. Alice era o nome da escolhida, ou melhor, daquela que havia me escolhido. Admito, era uma festa meio louca, com gente louca, bebidas loucas, drogas loucas, como era nessa festa de costume. E não minto, meu amigo, gostava muito desse tipo de noite, apesar de fazer o estilo “certinho” (sim, sou daqueles que têm o péssimo hábito de fazer aspas com as mãos): camiseta pólo, calça lee, tenisinho da moda. Desde que meu parceiro que estuda engenharia me convidou para ir lá, nunca perdi nenhuma. Gostava de ser diferente: me diferenciava dos playboys da minha classe porque ia neste tipo de “rock” (gíria de nossa amiga capixaba para festa); era diferente dos undergrounds do local porque me comportava e me vestia de maneira distinta dos tipos de lá.

Então, resumindo, estava eu lá bem locão num canto qualquer, escuro como todos os outros, só curtindo um som amplificado na mente pelo THC e pelo álcool. Ela chegou, baixa, cabelos e olhos bem negros, pele pálida, camiseta, saia e coturno preto. Bem bonitinha até. E safada também: chegou com tudo, mal me disse um “oi” sensual no ouvido (encostando com a pontinha da língua bem no fundo dele) e já foi me grudando na boca e atolando no bumbum! E não é que eu seja dos mais bonitos, tu bem sabe, mas tem aqueles dias que a gente, por alguma razão, tem algo de especial. Talvez sejam os hormônios, período fértil ou algo do tipo. Pois é parceiro, te contei tudo isso só pra tu ter uma idéia de onde a tal guria veio e visualizar melhor o tal do aposento sinistro (além de me exibir um pouquinho, é claro).

Voltando então ao começo da conversa, o quarto dessa garota que eu tinha há duas horas atrás conhecido era, como já disse, fedido. Pra burro! Foi a primeira sensação que tive em relação ao local, enquanto nos deslocávamos pela sala, no escuro, em direção ao dormitório dela. Ligou a luz, vermelha, ainda entrelaçando a sua alva mão com grandes unhas negras à minha e disse: “Pode deitar, já volto, beibe!”. Enquanto ela ia ao banheiro, ou sei lá aonde, comecei a analisar tudo. Talvez estivesse um pouco alterado, mas foi isso que vi: paredes inicialmente brancas agora estavam completamente pichadas com caveiras, símbolos diversos, citações, aforismos, apologias a sexo e a bandas de rock pesado (não conhecia nenhuma, acho que só tinha ouvido falar na tal de Iron Maiden, a Dama de Ferro – não era rainha da Inglaterra?). A cama do meu "broto" era adornada por um edredom negro, com respingos vermelhos remetendo, provavelmente, a sangue. Não tinha travesseiro. Deitei ali, obedecendo a sua ordem.

Continuei a perscrutar o resto do quarto: no bidê ao lado só havia uma nota de dois reais, cigarros (roubei um), algumas fichinhas escolares, duas algemas e um grande e estranho consolo cheio de pontas (dildo ou vibrador, se preferir). Mais adiante, um velho berço de bebê, com mosquiteiro e móbile (meu brinquedo preferido de infância) em formato de morcegos. Dois quadros de Van Gogh adornavam a parede acima (é, talvez ela fosse normal...). Mais calmo, fui tirar meus tênis, talvez não gostasse deles em cima do seu edredom. No cabide, que se encontrava ao pé da cama, pendurados só casacos e bolsas de couro do mais puro negro. No chão, espalhadas lingeries, coturnos e botas, adivinhe, todos na cor preta. Já imaginava loucuras (gosto dessas coisas, couro, cinta-liga, salto) quando, do outro lado do quarto, meus olhos carcomidos pelas lentes de contato conseguiram vislumbrar aquele grande balcão (normalmente usado para acomodar uma tevê, um computador ou materiais de estudo) que comportava na verdade outras sinistras coisas: Diversos potes contendo partes humanas em formol. Uma mão, um pênis sacudo, um coração, um pâncreas (acho eu) e aquilo mais me chamou atenção: um pé numa sandália de salto alto com os dedos pintados nas cores do Brasil. Não pude reparar mais muita coisa. Ela voltou rápido, com um grande sorriso na boca, uma sensualidade no corpo, dois olhos ardentes e uma enorme faca na mão.

Sonatine



Cena do filme Sonatine de Takeshi Kitano, pra quem quiser conhecer um pouco sobre este ótimo diretor que irei abordar em minha futura monografia. Agradeço aos programas de download piratas por me proporcionar acesso a todos os filmes dele, já que na merda de nosso país não foi lançado quase nada comercialmente.

Esses publicitários...

Pena não ter uma máquina fotográfica para registrar.

Perto da rodoviária tem um outdoor com anúncio de motosserra da Stihl. Temos ali o logo da empresa, o preço (que baixou de 1000 e tantos para 700 e poucos), uma foto de motosserra e a bela mensagem de venda: "A ferramenta certa nas suas horas de lazer".

Jogos em Flash

Muito legal esse site de jogos em flash, principalmente os de lógica. E já digo, quem passar da fase 13 do Orbox é gênio!

Turismo

Faz uns dias, resolvi seguir a dica de uma amiga e fazer o passeio do ônibus Linha Turismo na nossa capital.

O passeio é divertido, vi que a cidade é bem mais interessante do que me parecia, mas algo me intrigou: foi o primeiro passeio turístico que fiz no qual não havia um grupo de japoneses (com seus indefectíveis chapeuzinhos, óculos e câmeras). É a prova de que falta um salzinho em nossa querida cidade para entrar no mapa do turismo mundial. Para piorar as coisas, não teremos mais o Fórum aqui, infelizmente. Por isso pensei em algumas soluções um tanto quanto bizarras para atrair turistas e curiosos do resto do globo para cá:

1. Prédio mais alto do mundo: Se a Malásia tem o Petronas Towers (segundo maior arranha-céu do mundo) e atrai viajantes de todo o mundo, por que não Porto Alegre? O único empecilho é uma lei municipal que controla a altura máxima dos prédios na cidade, se não me engano, algo entre quinze e vinte andares. Mas já que ninguém cumpre leis no Brasil mesmo acho que o projeto é bastante viável.

2. Maior Shopping Center do mundo: Conheço gente de São Paulo que sempre que vem à Porto Alegre nunca deixa de ir em algum de nossos xópins, mesmo se for o João Pessoa. Dizem as figuras que é a maior concentração de mulher bonita no mundo. Talvez seja e, se for, que tal construirmos o maior centro de beleza e descoberta de modelos do mundo?

3. Algum monumento-gigante-estranho qualquer: Que tal uma cúia gigante? Ou sei lá. Não tem aquele monumento bizarríssimo que parece um vírus ali perto do Gasômetro? E aquela ponte sem pilares, flutuando no ar? O que falta é um pouco de norte-americanismo nos nossos monumentos, uma megalomania. O próximo monumento feito deve ter pelo menos dez vezes o tamanho desses aí se tiver alguma pretensão de ser útil à cidade.

4. Tornar a vestimenta e a dança gaúchesca em algo cult: Pô, a vestimenta tradicional do gaúcho é tão legal quanto, por exemplo, a do escocês. A diferença é que lá os decendentes de Wallace prezam a sua história. O traje tradicional deles é considerado roupa de gala. Ou seja, o cidadão pode usá-lo em casamentos, formaturas, festas e onde mais ele bem entender. Imagina isso aqui no estado? Um noivo vestido de gauchão, com bigode e tudo? O que iriam pensar? A nossa dança é outra coisa que deveria ser valorizada. Sinceramente eu adoro a Dança da Chula, me emociono sempre que a vejo. É a única boa lembrança que tenho do Festival de Cinema de Gramado (além da Bohemia liberada, é claro). Aliás, alguém sabe o nome ou tem em Mp3 o ritmozinho aquele que é tocado na Chula para me conseguir?

Alguma outra idéia?

Música Celta II



Tchê, como é difícil achar um vídeo decente de Música Celta! Achei esse aqui, bem mais ou menos, onde quem toca é meu grupo preferido, Lunasa. A música se chama Morning Nightcap.

O instrumento estranho sendo tocando pelo carinha no centro da tela é uma gaita-de-fole irlandesa (Uilleann Pipe). Bem diferente da prima vinda da Escócia (Bagpipe). Se não estou muito enganado, na Bagpipe o sujeito primeiro acumula o ar na bolsa através de um dos "tubos" e depois vai liberando aos poucos. Já na Uilleann Pipe o ar é obtido através da pressão sobre um fole (como aqueles de lareiras, saca?) colocado embaixo do braço do sujeito. Para quem quiser saber mais sobre gaitas-de-fole este site é muito interessante.

Quem gostou e quiser ver mais vídeos, de diversos grupos, pode acessar este link. Pra quem não tá entendendo bulhufas do que eu to falando pode procurar ajuda aqui!

Dúvida

Se "mal" se opõe a "bem" e "mau" se opõe a "bom", por que se escreve "maldoso" e não "maudoso" para se opor a "bondoso"?

Raphael Çobis?!!



A educazsão bazileira xega au fundio do poçço.

Mágica



Deveriam ensinar essa mágica a todas as mulheres para aprender a se arrumar antes de ir numa festa...

Feromônios

"Quando o anatomista Dr. David Berliner estava pesquisando a composição da pele humana, observou que, quando deixava abertos frascos contendo extratos de pele, os sentimentos dele e das pessoas à sua volta pareciam mudar - tornavam-se mais cálidos e amistosos. Esses sentimentos diminuíam se os frascos eram tampados. Essas descobertas levaram-no a investigar o potencial que as diferentes substâncias têm para estimular o órgão do "sexto sentido", o OVN..."

Finalmente descobri o porquê da pequena loucura que me dá sempre que fico sozinho em casa por muito tempo.

Mas o que é este tal de OVN? (OVN e não OVNI, viu?), perguntaria um leitor mais curioso. Pois bem:

"Estudos têm demonstrado que a maior parte das espécies de vertebrados tem um órgão situado na cavidade nasal denominado órgão vomeronasal (OVN). A finalidade do OVN parece ser exclusivamente a de detectar sinais químicos – os ferormônios - envolvidos no comportamento sexual e de marcação de território."

É, acho que vou dar uma experimentada nos spams de produtos à base de feromônios que andam chegando todo dia no meu email...

Mais sobre feromônios e sexo neste link

Peter Crouch

Página muito boa com montagens de meu xará Peter Crouch.

Vamos atualizar os livros de história

Luciano Hulk: "Aliás, essa é a primeira seleção alemã miscigenada da história, até porque antigamente eles jogavam com a Alemanhã Ocidental".

Tem coisa pior do que alguém querendo dar opinião sobre algo que não entende? Aliás, é algo que venho presenciando muito aqui em casa em época de Copa do Mundo.

By the way

Por onde anda a péssima propaganda do Santander com os "craques" da "Seleção"?

Pingo, Pongu

Transgênico

Diálogo ocorrido aqui em casa. Minha irmã:

- Peter, esse cara aí narrando não foi um grande jogador do Grêmio?
- Grande jogador do Grêmio? Como assim?
- É. Esse tal de Falcão Bueno.

O amigo

Chegou em casa e antes mesmo de abrir a porta já estava ansioso à procura de seu amigo. Um amigo um tanto quanto desleal, nunca estava no mesmo lugar quando ele voltava do trabalho. Seus olhos varreram toda a imensidão da sala vazia, vazia como todos os outros aposentos da casa, e uma angustia tomou-lhe conta. Reparou a janela entreaberta assim que um vento gélido lhe derramou algumas lágrimas. Será que ele me abandonou? Mediu apressadamente o tamanho da abertura da janela e deliberou que decididamente não. Apressado, correu por toda casa adentrando todos os aposentos e loucamente clamando por seu companheiro. Desesperado, dirigiu-se à última peça que ainda não havia ansiosamente vasculhado. E, feliz, sorriu ao ver seu amigo, ali, junto ao teto. O amigo lhe sorriu também, como de costume, mas desta vez, para ele, o sorriso pareceu mais radiante. Puxou-o pela corda e dirigiram-se à sala. Ele agradeceu: Obrigado.

Gugol

Novo site de busca. Tão revolucionário que até conversa com você.

Um conto estúpido

Era um estadozinho desses de interior. O governador, orgulhoso e visionário, resolveu fazer um museu na capital. E haveria melhor lugar para um museu do que a própria prefeitura? E lá foi criado o Museu Estadual, exibindo quadros de artistas renomados como Zé Kalango, Leonardo Manzi, Itamar Castroman e um de Picasso. Picasso? Como assim, Picasso? Pois é, Picasso mesmo, comprado com o orçamento dos quatro próximos anos anteriormente destinados à saúde e à educação. Pô, a cidade e o estadinho deveriam entrar no mapa e tem coisa mais cultural do que um Picasso?

Para proteger essa cultura toda, o governador foi buscar no Japão o sistema de segurança mais muderno do mundo. Dinheiro pra isso? As casas populares podem ficar pra depois, não podem?

Para a inauguração estavam presentes todas as personalidades mais importantes do estado: prefeitos e fazendeiros. Todos chegaram à prefeitura na data marcada, asseados e com seu melhor traje, afinal, novos contatos poderiam ser feitos. Todos elogiaram o champagne genérico vindo da serra gaúcha e esperaram pacientemente a estrela da noite, o Senhor Governador. Mas o governador, por descuido e um pouco de descaso com os convivas, não compareceu, pois resolveu conversar mais sobre a inadimplência civil com a prefeita de Governador Córnio no motelzinho da cidade.

Eliana Meneghel, mulher do prefeito de Poliópolis, muito prendada, reparou que uma das obras estava fora de prumo. De bem fresca que era, resolveu ajeitar o quadro. Foi só tocar o dedinho pentelho para o novíssimo sistema de segurança ser acionado, deixando todos presos dentro da prefeitura. Portas se fecharam nos quatro cantos e ninguém quis fugir enquanto dava tempo para não perder a compostura. Para desativar o sistema havia um pequeno dispositivo que necessitava de uma senha com quatro dígitos postos na ordem correta. Começaram os palpites:

- Tenta a data de nascimento do prefeito, dia quatro de novembro. 0411.
- Tenta o dia que ele conheceu a Carla, a ultima aman..., hm, na festa de Corpus Chrsti. 1506
- Tenta... sei lá, 7325, meu número de sorte no jogo do bicho. Pavão e Carneiro!

Nada dava certo. Um dos presentes, fã de seriados televisivos, lembrou-se de Magaiver. Juntou um chiclete com um grampo de cabelo mas não teve o que fazer com eles.

Já era tarde da noite, muitos haviam perdido a costumal compostura e dormiam pelos cantos. O Senhor Governador, que já havia discutido tudo e mais um pouco sobre inadimplência, resolveu voltar à prefeitura e dar um 'alô' aos amigos. Chegando lá, viu aquela confusão toda. Pois não é que tinha esquecido a senha? Tinha anotado ela num papelzinho mas acabou jogando fora, sem querer, junto com as cobranças do banco. E agora? Chamaram o Professor, respeitado na cidade por sua sabedoria.

- Que tal tentarmos um por um senhores? Melhor começar logo, uma hora dá certo. Se não me engano, as possibilidades são de dez vezes quatro ou de dez na quarta potência, um desses.

Tentativa vai, tentativa vem e nada. Um dia se passa, os presentes fazendo turnos de tentativas. O Senhor Governador aproveita o ensejo e convida a imprensa do país. Ele afinal conseguiu colocar seu estadozinho no mapa. Poderia até encomendar um busto próprio e exibí-lo no centro da cidade agora.

Já é outro dia. Repórteres, fotógrafos, curiosos e chatos dormem espalhados pelo chão. Dona Zulmira, a faxineira, mulher muito respeitosa e religiosa chega no seu horário costumeiro pra arrumar a sujeira da prefeitura.

- Dia! Que vagabundagem toda é essa? Algum ladrão aí preso?
- Sim, er, quer dizer... Pois é dona Zulmira, o pessoal que eu convidei pra inauguração tá trancado aí desde a festa...
- Mais é festinha particular? Tem essa qui não!

Decidida a acabar com a poca vergonha em nome do Senhor e manter seu emprego lá se foi dona Zulmira e desativou a geringonça. A senha? 1234.

Mução

Quem já visitou o nordeste com certeza já ouviu esse cara, mesmo que não saiba. Em toda praia, toda esquina, em todo canto tem aquela que é uma das ótimas invenções dos nordestinos: o "Carrinho-Som". Invento esse que certamente não foi adotado pelos ambulantes daqui por puro preconceito. É um carrinho, como os de picolé que tem no nosso litoral, que é equipado com um aparelho de som e alto-falantes. O sujeito caminha por toda parte tocando, em alto volume, quase sempre música de qualidade duvidosa e divulgando o seu cd pirata. Quando o elemento cansa das próprias músicas põe um pouco de Mução pra descontrair. O Mução esse liga pra casa das pessoas e passa um trote telefônico, brincando geralmente com o apelido desagradável que os "amigos" da vítima lhe ofereceram.

Mas, pensando bem, até que foi bom a nobre invenção ter ficado por lá. Imagina esses carrinhos em Capão da Canoa guerreando com os prayboy pra ver quem chama mais atenção com o seu pior gosto musical. Enquanto uns querem "pegá muié" e se acham as sereias contemporâneas, os outros só querem seu dinheirinho pra sobreviver e, quem sabe, tomar uma pinguinha no fim do dia...

Mução - Seu Madruga

* Instruções de uso: Desça até o fim da página e clique em FREE. Na próxima página espere os 21 segundos, digite as três letras que aparecem e clique em DOWLOAD FROM MIRROR (ALGUMA COISA).
* Pirataria é crime. Não ataque navios.

Ronaldinho

O cara tá realmente em tudo! Até comercial de cartão de crédito japonês!
Quanto será que ele cobra pra fazer um comercial aqui do blog?!

Música Celta?




Uma das piores coisas ao se conhecer gente nova é, para mim, a pergunta: "- Que tipo de som tu curte?". Pô, eu sou um cara bastante eclético, ouço realmente muita coisa (dependendo do local e clima onde toca), até mesmo pagode, axé, funk e forró, tão abominados por boa parte das pessoas. Mas o que gosto realmente, o que sempre ouço em casa é algo chamado de "- Música Celta". Sempre que respondo isso as pessoas invariavelmente fazem uma cara estranha e pensam: "Que merda é essa? Já sei, quer aparecer... idiota". Pois é, por isso resolvei perder meu precioso tempo de desempregado e escrever este tópico um tanto didático. Tópico esse que também será muito útil quando eu conhecer alguma guria na noite: quando ela me fizer a tão odiada pergunta eu poderei simplesmente dizer para ler no meu querido blog.

Os Celtas foram um povo que viveu principalmente em toda a ilha da Grã-Bretanha, na ilha da Irlanda (ou Eire), noroeste da Espanha (Galícia), norte da França e pequena parte ao norte de Portugal. William Wallace era celta. O famoso sítio de Stonehenge foi obra dos Celtas. Sua cultura caminhou para a extinção no final da Idade Média, depois de inúmeras invasões. Hoje em dia há inúmeros esforços para reavivá-la.

Enya, Flogging Molly e Blind Guardian apesar de elementos e instrumentos em comum não são considerados grupos (conjuntos?) de Música Celta. Saca a trilha sonora de Coração Valente ou a cena dos irlandeses dançando em Titanic? Pois é, é mais ou menos aquilo. The Corrs e o musical Riverdance também têm bastante coisa em comum.

Os instrumentos básicos utilizados - muitos dos instrumentos aqui não são tradicionais mas por terem uma sonoridade apropriada foram incorporados na moderna música - são o Violino (chamado de Fiddle), Flautas diversas, Thin Whistle (uma pequena flautinha de metal), Gaita-de-Fole Irlandesa (conhecida como Uilleann Pipe, tem um som mais agudo e "triste" que a sua irmã mais conhecida escocesa), Mandolin, Bouzoukis (uma espécia de Alaúde), Concertina, Acordeão, Harpa, Violão e um instrumento de percusão muito legal chamado Bodhran.

E como eu começei a gostar dessa joça? Meu primeiro contato foi realmente através do filme Titanic. Gostei bastante daquele som diferente e alegre que vinha de um lugar do qual eu já tinha uma certa simpatia. Morei depois por nove meses na Inglaterra, bem pertinho de Escócia e Irlanda onde fui realmente conhecer essa música. A música nesses dois países é tocada principalmente nos Pubs, bem mais divertidos e alegres que os tradicionais Pubs ingleses. Ou o Pub apresenta um conjunto já formado ou as pessoas vão chegando com seus instrumentos e se juntando ao resto dos músicos. Um dos instrumentistas puxa uma música e os outros logo o seguem. Há espaços para improvisações e solos. É realmente mágico, sinceramente acho que foi uma das melhores sensações da minha vida estar lá no meio daquela gente alegre, bebendo muita cerveja, tocando por diversão.

Na verdade não sei definir muito bem que música é essa, só ouvindo mesmo. Por isso vou disponibilizar aqui quatro músicas em MP3 de estilos diferentes. Se alguém gostar deixa um comentário que daí eu posso falar mais sobre meus gostos musicais estranhos. Além dessas músicas recomendo os seguintes grupos (baixe as música em qualquer programa de download, barbada de achar, eu uso o eMule):

- Lunasa
- Dervish
- Flook
- Luar Na Lubre
- Solas
- Altan
- Old Blind Dogs
- Battlefield Band
- Berrogüetto
- Bothy Band
- Danu
- Planxty

Músicas para Download:

Lunasa - Iníon Ní Scannláin
Solas - The Vega Set (Jigs)
Luar Na Lubre - O Son do Ar
Dervish - Sile ni Ghadhra (Sheila nee iyer)

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Essas duas fotos foram tiradas por mim, a primeira é num Pub escocês e a segunda em um Pub irlandês, que estava meio vazio pois era de tarde, umas seis horas. Clique nas imagens para aumentar, essas duas e a do topo também. Os direitos não são reservados, pode copiar à vontade.

* Atualização: pessoal, procurem pelas músicas no 4shared, coloquei diversas lá!

Guardinhas

Na rua de vocês também tem desses guardinhas-segurança com apitinhos? Aqui na minha rua tem uns três. Cada transeunte ou carro que passa eles dão uma apitadinha como que dizendo: "Olhem, estou aqui fazendo um trabalho bem feito!". É como se os publicitários ficassem toda hora falando: "Hey, olha só que idéia genial eu tive!". Se bem que, pensando bem, eles também vivem fazendo isso...

Vagabundo, sem vergonha...

Quase todo mundo já deve conhecer isso mas pra quem não conhece e gosta de bobajadas como eu, vale a pena. O de baixo eu fiz com um amigo em 1999. Êia perda de tempo...

Velha Braba
Bêbado

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Técnico Geométrico

Ney Franco, novo técnico do Flamengo, falando sobre a grande mudança em sua vida:

"Você tá lá treinando o Ipatinga, pensando no confronto da série C contra o Estrela. De repente te chamam pra treinar um time grande, de série A. Tudo muda, tua vida dá um giro de 360 graus."

Hotel Capsula Japonês

Sim, é verdade mesmo. Paga-se cerca de U$ 23,00 para dormir nesta espécie de cemitério.

Hotel Capsula

Telemarketing II:

Na verdade eu não odeio telemarketing tanto assim, ele pode proporcionar momentos engraçados entre a gurizada.

Sempre ligam aqui pra casa oferecendo um tal de curso de inglês, dizendo que um amigo meu havia me recomendado. E eu sempre recuso. E é aí que vem a parte engraçada: "- Hm, então você tem algum amigo para nos indicar?". Quando a pessoa começa a fazer essa pergunta eu já começo a me rir por dentro. "- Claro que tenho!" HAHA. Pego minha agendinha, me concentrando para não rir enquanto falo, e indico outros amigos. Sim, daqui a uns dois dias a mesma moça me liga, oferecendo o mesmo curso de inglês. É um moto contínuo.

Conta um outro amigo (que descobriu que se dissesse que estava interessado no curso a moça iria visitá-lo em casa para maiores detalhes e talvez inscrição) que a esperou só de cuequinha branca. Disse também que era gordinha e tal... mas comeu. Bem, isso é assunto para outro tópico.

Telemarketing:

Eu quase cochilando aqui na minha cama quando ligam:

- Boa tarde, posso falar com Peter van Naar (nome trocado para preservação de identidade)?
- Ghhrmmm... é ele, quem é?
- Aqui é Sicrana, do Credicard ...

Enquanto ela completava a frase, começei a pensar seriamente num nome-feio para designá-la, todo dia ligam aqui para casa e não aguento mais telemarketing. Mas não é eles andam precavidos?!

- ... A nossa conversa está sendo gravada.

Porra! Sujou! Vou ter que usar outra tática e rápido.

- Você nasceu em 83, certo?
- Hm... Sei lá... Ok, sim. - Como ela sabe isso?
- O que você faz da vida? - AH! É agora, vou te pegar.
- Nada...
- Nada? Estuda?
- Hm... Não...
- Você tem algum meio de gerar renda própria? - Eu já me rindo todo por dentro.
- Não...
- Ok. Ligamos outra hora!